Terça-feira, Outubro 2

"Quer uma carona?"

Trânsito nas grandes cidades é problema crônico, cuja solução depende de mudança social radical (fonte: Google)

Curitiba atinge, neste mês de outubro, a marca de UM MILHÃO de automóveis. Com 1,8 milhão de habitantes, isso significa que há UM automóvel para quase DOIS habitantes da cidade.

Se considerarmos (por baixo), que cada carro transporta no mínimo 4 pessoas (considerando-se os carros populares), e dividindo o número de habitantes da cidade (1,8 milhão), pelo número de pessoas que cabe num carro (4), constatamos que seriam necessários apenas 450 mil carros para o transporte (45% menos do que há). Isso significa que há 500 mil carros a mais nas ruas da capital! Ou seja, há 2 milhões de lugares sobrando nas ruas de Curitiba.

Este excesso ocupa um espaço tremendo, sendo o principal responsável pelo intenso tráfego que os curitibanos têm enfrentado nos últimos 10 anos. Não se espante, portanto, se levar até uma hora para ir do bairro Água Verde ao Centro, por exemplo.

As causas do problema não são nenhuma novidade:

1 - Facilidades de financiamento e negociação para se comprar um carro, novo ou usado. Já conheci parcelamentos de até 84 parcelas; 7 anos de financiamento.
2 - O desejo, o consumismo, o prazer de se apresentar como motorista e proprietário de um carro. O automóvel ganhou sentido de status, liberdade, maturidade, responsabilidade. A caríssimo preço, percebemos agora.
3 - Comodidade. Quem não prefere um carro limpo, com a
r-condicionado e som, ao invés do transporte público? Compra-se um carro para confortar o transporte. Não há mal nenhum nisso, é claro, se não fosse pelo próximo item...
4 - O mais importante! Dentro da cultura moderna, NÃO existe o hábito da carona. Creio que 80% dos usuários de carro saem de um mesmo lugar, e vão para um mesmo lugar, no mesmo horário, em vários carros diferentes. Vão sozinhos, fechados em suas famílias, crentes de que seus problemas são só seus, e que o vizinho do prédio é um
estranho e chato, indigno de estar em sua companhia. Não sabemos viver em sociedade. Zangar-se com a lentidão do trânsito, é zangar-se com o próprio consumismo e apatia humanas.

Concordo com o argumento de muitos, quando se queixam do transporte público abarrotado, caro, e desconfortável, principalmente. Mesmo que Curitiba seja uma cidade modelo no transporte público (o que é verdade se, e somente se, compararmos Curitiba com outras cidades com sistema de transporte inferior),
ainda asssim há funcionários mal pagos, estressados e descontentes, que, por isso, realizam mal seu serviço. Concordo também que bicicletas não são tão boa idéia, assim. Tenho testemunho próprio: circulo pela cidade há dois meses de bicicleta (e, por isso, como muitas bananas e evito câimbras; daí o nome do Blog!). Ciclistas nunca tiveram vez: são desprezados, atropelados, e têm péssimas condições no tráfego. Acrescento, aliás, que os ciclistas também não coloboram, muitaz vezes. Além, é extremamente desconfortável ir ao trabalho de bicicleta, principalmente depois do almoço, quando estamos de barriga cheia, sujeitos ao clima instável da cidade, e a chegar suados no trabalho? Sem chance.

Sistema de transporte bi-articulado com estações tubo, em Curitiba. (fonte: Google)

Sendo assim, a única saída plausível, no momento, é oferecer/pedir (seja cara de pau, sim, e peça gentilmente um lugar) carona. Uma mudança geral de Cultura. Ao invés de ostentarmos no peito a falsa imagem de Capital Ecológica, nós curitibanos deveríamos ostentar algum orgulho só depois de entrar no elevador (este ambiente maldito, onde somos obrigados a usar da etiqueta!) e perguntar ao vizinho: "Aonde vai? Quer uma carona?"

Poderemos, então, nos orgulhar de algo realmente novo e concreto: Capital Solidária. A poluição e trânsito, depois disso, serão meros detalhes, cujos dias estarão contados.

Se você achou a idéia da carona completo absurdo, e defende até o fim o seu mais que justo direito de usar seu tão suado e legítimo carro, seja para viajar ou ir à padaria, pense no seu egoísmo: você não está sozinho no mundo! E, por favor, não se irrite com seu médico, quando este lhe disser que rinite, sinusite, bronquite, tosse, asma etc, não têm cura.

Mudamos, ou morremos. Cabe a nós.
A vida é uma escolha. Você se ‘habilita’, curitiBANDO?

.:na batida:. Paulinho da Viola - Sinal Fechado

Domingo, Setembro 30

Toda a Diferença no Entretenimento


Entrei no cinema depois de ler várias críticas positivas feitas pelos jornais; todas, tratando do filme Hairspray, de Adam Shankman, com John Travolta, travestido numa senhora de peso, como um musical de alta qualidade.

Longe de causar polêmica sobre a obesidade, tão temida pelos jornais, o filme trata das aparências gerais com imenso carinho, focado nas qualidades individuais, jogando ralo aabaixo a problemática das aparências. Eu, magro como sou, aprendi uma boa maneira de sentir-me bem com meu próprio corpo. Procurem isso!

Hairspray se passa nos anos 60, em Baltimore, nos E.U.A., em meio ao sucesso de um programa de auditório, o Corny Collins Show, dedicado a jovens que não gostam da escola e adoram dançar. E a alegre protagonista, Tracy Turnblad, quer fazer parte deste show e mostrar a qualidade que tem. Sua mãe, a alta e forte senhora interpretada por John Travolta, torna-se seu agente e incentivador, ao lado do pai, um magrelo, dono de uma loja de brinquedos (a Hardy Har Hut), apaixonado pela família e forte apoiador dos sonhos da filha.

Tracy, dispensada da sala de aula, inúmeras vezes, por usar um penteado ousado (estilo copiado de Jacqueline Kennedy), e meter-se em enrascadas, segue para a detenção, onde encontra um grupo de jovens negros entretidos com a street dance, reconhecendo em Tracy amizade e empatia. Essa relação fortalece ambos os lados, que enfrentam, juntos toda uma sociedade racista em prol da união dos povos.

Daí pra frente, o filme é uma luta entre os rejeitados sociais (obesos e negros), contra os aceitos (brancos e belos), por espaço no cenário do entretenimento. Uma luta contra a segregação, provando que as diferenças e a variedade fazem o melhor entretenimento. E o filme se resolve muito bem, focado na qualidade de cada ser humano em si, indiferente às aparências, atento às qualidades artísticas.

Você nem percebe o espetáculo, rapidamente fisgado para dentro da tela, contagiado pelo bom humor da querida Tracy, pela trilha sonora alegre, e pelo elenco bem selecionado, perfeito para os papéis. Um filme sutil, e leve, carregado com lições de vida. Termina bem resolvido, objetivos alcançados. Assim, tem-se o equilíbrio. Um filme de baixas calorias, perfeito pra levar a família num sábado à noite.

.:na batida:. Hairspray - Trilha Sonora do Filme

Terça-feira, Setembro 25

Reis e Rainhas

Capa da Tribuna do PR de 25 de setembro de 2007, com a Rainha do Crack exibida como troféu. Que proeza esses nossos julgamentos!

Choquei-me quando soube da história de Christiane F., menina que, aos 13, estava drogada e prostituída. Virou livro e filme. Mas, a história que conheci hoje é uma porrada ainda mais forte; e próxima.

TRIBUNA do PR - "Presa Rainha do Crack - 18 anos, grávida, prostituta e traficante"

Najara Gabriela Carvalho Cassiano, 18 anos completados em março, foi presa ontem com SETENTA E CINCO pedras de crack, 52 delas, na vagina. A menina trazia a droga direto de São Paulo e revendia nos arredores da Praça Tiradentes, no Centro de Curitiba.

A menina é um nada. Fugiu de casa depois que o pai foi preso por assalto seguido de assassinato. Sem grana, vendeu o corpo e trabalhou em bar, até cair no tráfico.

Agora, com um rebento por vir, Najara será duas; e nenhuma.

Além da violência sofrida pela condição de vida, ela sofre ainda a da prostituição, e a violência midiática. Aqueles que crêem prestar serviços à sociedade e ao jornalismo ao estampar, em plena praça pública, uma menina de 18 anos sob a manchete Rainha do Crack, estão, no mínimo, perdidos. Todo Rei tem sua Rainha. No mesmo nível; em reinos e palácios. Ricos, de fato. A fórmula é infalível.

O depoimento dos investigadores, contentes com a prisão, foi o seguinte: "A idéia é não deixar pedra sobre pedra. Limpar o centro e devolver ao cidadão de bem o espaço que é dele." Najara, o dito "cidadão do mal", não escolheu ser o que é, e vai pro xadrez para recuperar o que nunca teve. Tira-se, portanto, a pedra Najara da rua, e coloca-se no monte de cascalho da cadeia, nada diferente do monte de merda de onde ela veio, esmagada pelas rodas de nossos carros tão humanizados.

Fez-se a limpeza; centro livre. Sinto-me seguro agora. Devolvemos aos outros milhões de Najaras o espaço que nunca foi deles.

"Tá faltando soco inglês
Somos fiéis ao papa Bento XVI
Não to pedindo aqui fortuna pra vocês
A gente quer limpar o mundo de uma vez

E eu garanto que seus filhos agradecem por crescer
Sem ter que conviver com bichas e michês
E pretos na TV, discípulos de Che
Putas com HIV." - trecho da canção Grupo de Extermínio de Aberrações, da banda mineira Violins, interpretada pelo grupo curitibano Terminal Guadalupe.

.:na batida:. Terminal Guadalupe - Terminal Guadalupe (a canção)


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Sábado, Setembro 22

República do Botox 2

Gazeta do Povo de 22/09, e o anúncio publicitário (foto: Eduardo Baggio)

Creio ter encontrado uma enorme incoerência na edição de hoje, 22 de setembro, da Gazeta do Povo.

A reportagem anuncia que a "poluição na 'capital ecológica' é o dobro do tolerado pela OMS", e responsabiliza a massiva frota de carros da capital pelo excesso de poluentes no ar.

No entanto, um folheto de anúcios, à esquerda da publicação, convida para uma feira de carros, com chamadas para a grande facilidade de compra e negociação. O folheto, assim, distrai o leitor e, no mínimo, desmancha o impacto da manchete.

Folheto aberto ironiza a foto do trânsito e menospreza o problema (foto: Eduardo Baggio)

Qual o valor da crítica, quando um mesmo jornal denuncia o excesso de carros, mas cede espaço para estimular sua venda?

Crítica maquiada pelo anúncio; botox, outra vez.

>>>Leia o texto "República do Botox 1", logo abaixo

República do Botox

Mascote do PAN, com e sem botox

Não é só o Lula e a primeira dama que usam botox. Seu governo, também.

Passados dois meses do fim dos jogos PAN-Americanos, a imprensa passou a divulgar o que, antes, não se cogitava mostrar – censura democrática com a qual vivemos. Por outro lado, é importante lembrar, os jornais lucram com a maquiagem, quando vendem o PAN, o acidente da TAM, o Renan, o mensalão.

Nesta quinta, a Folha trouxe uma bomba no caderno Cotidiano; desprezada, no entanto, por não conter sensacionalismo - caso de informação pura, sem posicionamentos (um bom exemplo, mesmo tardio). Algo que todos imaginávamos, mas, que, diante da magia do esporte e anestesia dos jogos, sequer ousou comentar.

400 carros de polícia, comprados para o policiamento do PAN, estão parados no Rio, enquanto a frota que circula pelas ruas da cidade está sucateada. Dentre os 400, há carros, furgões e ambulâncias, equipados com computadores de bordo. A burocracia, porém, mantém toda essa tecnologia de segurança no estacionamento, debaixo de sol e chuva – aguarda-se um relatório da secretaria estadual de Segurança Pública para decidir seu destino.

“A burocracia só prejudica a própria corporação”, disse Miguel Cordeiro, da Assinap.

Em julho, mês do PAN, o total de roubos no Rio caiu 11,2%; depois, no mês passado, agosto, subiu para 12,4%.

"De frente pro mar, mas de costas pra favela", da canção Zerovinteum, do Planet Hemp

O esporte é uma arte, como diz uma amiga. Concordo. Mas, parece-me inconcebível divertir-me diante da telinha, quando sei o que rola por trás. Eu ainda insisto: não sei fingir. Panis et circenses. Justifico o clichê: diversão do povo, maquiagem da corrupção. Estamos anestesiados, todos.

E a Folha, tadinha, ainda sofre para descobrir porque a popularidade do Lula tem estado tão inabalável, mesmo diante de tudo. Simples: se, num momento, ela agride os parlamentares devido à corrupção destes, noutro, ela recheia seus cadernos com eventos alimentados por essa mesma corrupção. Há um privilégio, portanto: os jornais são a popularidade do corrupto. Incoerente, é fato. Somos, SIM, todos corruptos. República de pizzarias, botox e mulher pelada (oh, Mônica Veloso). E vamos terminar essa postagem logo que tem jogo daqui a pouco.

.:na batida:. Planet Hemp - Zerovinteum

Terça-feira, Setembro 18

Grunge Sinatra!

Frank Sinatra, o figurão aí de cima, é o rei da música americana. Mas não é dele que vamos falar hoje.

Na verdade, apenas quis fazer uma brincadeira com o nome sonoro do Frank, e misturar dito Grunge com o estilo pop swingin do Sinatra. Tenho uma razão para isso.

A razão é o projeto musical de um outro rapaz; bonitão também, com uma voz da elegância e suavidade de Frank; um excelente compositor e romântico show-man, do tipo que desce do palco, dança com a platéia e sorri para fotografias.

Falo sobre o compositor americano Paul Anka; "Polanca", como brinca um amigo oriental.

Anka compôs uma das canções mais consagradas na voz de Sinatra e Elvis: My Way, regravada por muita gente, inclusive no Brasil, traduzida como Minha Vida, nas vozes de Chitãozinho e Xororó, por exemplo.

Recentemente, Anka lançou um projeto musical de regravações de sucessos dos anos 80 e 90; o Rock Swings. O projeto regrava, no estilo swing dancin’, artistas como Oasis (Wonderwall), Van Halen (Jump) e Nirvana (Teen Spirit), com novo arranjo e harmonia, no estilo fino, elegante e sonoro de Anka.

Uma das maiores surpresas do disco é Smells Like Teen Spirit, do extinto grupo americano Nirvana. Surpresa, explico, porque não se espera uma versão tão excêntrica de uma canção tão pesada (musicalmente) e amplamente comentada como Teen Spirit. A interpretação ficou tão criativa, divertida e carismática, que realça o espírito jovem da canção e lhe dá vida nova, sem, com isso, afetar o conteúdo. A música perdeu, assim, seu aspecto excessivamente pop e pegajoso, e ganhou nova fórmula, sendo capaz de embalar até figurões da terceira idade!

Tomei, portanto, a liberdade de batizar o novo estilo de Grunge Sinatra!

Além, as versões de Wonderwall e Jump, preservam muito bem o impacto e poética das canções originais, num formato, porém, totalmente inédito e revigorado. A versão do Oasis está com a mesma doçura, mas com aspecto mais adulto, pelo tom grave da voz de Anka. Já Jump, continua saltitante e com espírito de festinha americana.

Baixe o disco e dê aos seus avós no Natal. Eles poderão, assim, dizer de boca cheia que já dançaram rock’n’roll.

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Domingo, Setembro 16

SITE Terminal Guadalupe NO AR

Dary Jr., Fabiano Ferronato, Lucas Borba, Rubens K. e Allan Yokohama
Está no ar o novo site da banda curitibana Terminal Guadalupe. Para aqueles que gostam de comprar DVD’s oficiais, só para garantir um pacote de extras cheio de coisinhas legais de se ter, o site da banda é um prato cheio! Prepare-se: o site é uma diversão!

http://www.tg.mus.br/

O mais interessante, no site, é que você pode baixar de GRAÇA o novo disco, A Marcha dos Invisíveis, e assim participar do inédito Download Remunerado, ajudando a banda a receber patrocínio.

Lá, você encontra também a história da banda, releases, músicas, fotos, agenda de shows e mais um monte de coisas. Para os mais malucos, tipo eu, há até emoticons do MSN*, pra usar nos bate-papos.

Destaco a seção TV-TG, onde pode-se encontrar o sério e bem produzido clipe da canção Pernambuco Chorou, dirigido por Ricardo Spencer, do disco A Marcha dos Invisíveis, lançado este ano, em Cuiabá.

<<<PROMOÇÃO BANANA BAGGIO>>>

<<O primeiro a comentar suas impressões do site, ou da banda, neste blog, GANHA A Marcha dos Invisíveis, autografado pelo grupo, e dois botons.>>>

SMD e SMDV autografados!

Obs: para comentar, basta clicar no link 'COMENTE este texto', logo abaixo.

* ATENÇÃO: baixe os emoticons. Depois, abra o MSN, selecione a caixa de emoticons, clique em 'criar', abra o download naquela seção e enfeite sua conversas com as carinhas engraçadas dos meninos

Sábado, Setembro 15

POLÉXIA Garagem – Amor e Veludo

Fotos: Eduardo Baggio. Clique nas imagens para ampliá-las

Ontem à noite, alguns poucos fãs da banda curitibana Poléxia tiveram a oportunidade de assistir a uma das melhores apresentações da banda.

Os garotos estavam apreensivos e cuidadosos; o show seria gravado, e vai virar disco! A noitada aconteceu na Grande Garagem Que Grava, projeto de músicos de Curitiba, que abre espaço para que as bandas se apresentem dentro de uma garagem preparada, e gravem um disco ao vivo.

Todos, desde os músicos, até a platéia, estavam conectados. A atmosfera foi mágica! Havia tempos, em Curitiba, que uma banda não impressionava tanto a platéia com canções inéditas, como ontem. Ao final de Você Já Teve Mais Cabelo, música que, espero, esteja no próximo disco, programado para o próximo ano, o público aplaudiu e berrou. Pairou uma sensação de paz e felicidade. Todos eram amigos; amor e veludo.

Toda essa puxação de saco tem um motivo. Há algum tempo, muitos, principalmente eu, estavam desencantados com a Poléxia. Os garotos são de um talento formidável, mas pareciam perdidos. Poucos shows eram feitos; quando aconteciam, não transpiravam a energia do Acústico do Paiol, por exemplo. Sobe e desce à parte, tudo se resolve.

Agora entendo. A verdade é que a Poléxia não estava madura, ainda. Existiam duas bandas em uma: a própria Poléxia, cujo talento está baseado no tecladista Eduardo Cirino, e no guitarrista e cantor, Rodrigo Lemos; e a caçulinha, Nuvens, recém-formada pelo ex-baixista, Raphael Moraes.

Duas revoluções, portanto, transformaram a banda.
Primeiro - Juninho Jr., talentoso baterista, saiu da banda. Os garotos correram atrás, e encontraram o batera João Gilberto Neto (sem piadinhas, por favor!).
Segundo - o baixista Raphael, dotado de talento e luz próprios, já concentrado em projetos pessoais paralelos, afastou-se e criou o Nuvens. Mais um momento de buscas para a Poléxia. Encontraram, então, um tímpano afinado, raro e oriental; Francis Yokohama, ex-Nova Noise, parece estar, enfim, em destaque. Não como instrumentista, mas como músico; integrante de uma banda vulcânica e criativa.

Para quem, como eu (confesso sem medo), pensava que este troca-troca fosse mero ensaio para uma possível implosão do grupo, compreendeu, enfim, que a Poléxia estava, simplesmente, à procura de si própria.

Jogo ganho, meninos!

>>>Saiba MAIS!

- O Avesso, disco lançado em 2004, alcançou o posto de disco mais vendido na FNAC
- A canção Violetas Na Janela, do disco O Avesso, figurou entre as mais pedidas da Rádio Joven Pan.

- Poléxia já se apresentou com o Pato Fu, Los Hermanos, Acústicos & Valvulados etc


>>>Poléxia no MySpace
.:you tubado:.
Vídeo-clipes da Poléxia
.:na batida:. Poléxia – Você Já Teve Mais Cabelo


Sorrindo, à direita, o novo baixista da Poléxia: Francis Yokohama

Quinta-feira, Setembro 13

eMe Te Ve te virou!

Aprendi uma lição num livro sobre o 5S, método japonês para organização de espaços.
"Diante de uma mudança, você tem três opções:
1 - Rejeitá-la
2 - Segui-la
3 - Liderá-la!"
Os mais ligados, seguem a regra 3!

Por isso, a MTV Brasil está definitivamente de cara nova. Diante das infinitas (e velozes) revoluções que a internet provocou no mundo da música, não há como conservar a clássica programação.

A emissora já não apresenta mais vídeo-clipes durante o dia. As músicas que vão ao ar, funcionam agora como som ambiente dos programas de auditório. Além, o canal tem produzidos estratégias de audiência, como programas em que os VJ's viajam pelo mundo atrás das novidades do mundo da música.

A coisa está tão diferente, que, neste ano, o VMB [Video Music Brasil, versão brasileira do Video Music Awards, da MTV americana] não vai premiar clipes de música; mas, os artistas. As antigas categorias de melhor clipe de rock, melhor clipe de MPB, clipe pop, rap etc, agora serão, por exemplo, melhor hit do ano, aposta MTV e melhor show.

Neste ano, a premiação acontece no próximo dia 27, no Credicard Hall de SP, com apresentação da ninfomaníaca de praia, Daniela Cicarelli. Como apresentação especial, a MTV vai trazer o roqueiro americano Marilyn Manson.


Quem sente pena dos músicos por perderem seu histórico status na sociedade artística, devem considerá-los de uma nova maneira agora. O artista do futuro (presente) está em contato mais íntimo com o público, e preocupa-se muito mais com o entretenimento direto do fã (melhor show), em apresentações mais bonitas, interativas, e frequentes, do que em fazer vídeos bonitos para entreter por meio de uma mera telinha de vidro (ops! plasma), 15 vezes ao dia, ou, ser um mero pôster no seu quarto.

A arte se volta mais para o público, e menos para a venda.

.:na batida:. Quito Ribeiro - Morro da Viúva

Quarta-feira, Setembro 12

"Dominó", a nova foto-novela brasileira!

Qual a emoção de assistir, voto a voto, alguma grande decisão por meio da (vã) democracia? (foto: Lula Marques)


Todo mundo já sabia. Ninguém esperava. É uma praga!

O governo brasileiro só pode ter uma única definição: fila de dominós. É o que explica a acreditável absolvição do Senanor Renan Calheiros (PMDB).

Aqueles que lutaram pelo voto secreto e, muito provável, o absolveram, o fizeram por uma simples razão; se Renan cair, leva todo o rebanho junto. Não há saída.

Na verdade, toda essa cena só tem ajudado a uma parte: os sensacionalistas, que vendem, vendem, vendem...

Só o que me admira é o fotojornalismo. Os repórteres fotográficos são verdadeiros radares da situação. Enxergam muito além do que as palavras podem informar.

Vamos ver a crise aos olhos da fotografia? A interpretação das imagens deixarei por conta de vocês. Quem tá ligado, saca!

A maior Corna do Brasil! (foto: Lula Marques)

Ele insistiu: "Sou inocente. O processo só está com essa demora porque os acusadores ignoram minha defesa." (foto: Sérgio Lima)

Abaixo-assinado pelo povo. (foto: Caio Guatelli)

A oposição junta pelo NÃO! (foto: Lula Marques)

A novidade: por aqui, não acaba só em pizza; vira putaria, também. Gostosa! (foto: Lula Marques)

.:na batida:. Titãs - Tô Cansado (eles, de fato!)